segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Cansado da esposa, motorista pede para ser preso

Alex Leopoldino esperou os policiais militares com a mala, na porta de casa, no Monte Verde.

O desespero levou um homem a pedir para ser preso para não ter que suportar a situação em que estava vivendo.

O caso aconteceu na noite de domingo, dia 16, quando o motorista Alex Leopoldino, de 37 anos, ligou para a Polícia Militar às 23h30, pedindo para ser preso, pois não aguentava mais viver com a atual esposa.

Procurado da Justiça por não pagar pensão para os dois filhos do primeiro casamento, Leopoldino  surpreendeu ao ligar para o telefone 190, quando revelou que era foragido, mas queria ser preso de qualquer maneira, já que não aguentava mais viver com a atual esposa.

Fonte: Tribuna de Indaiá http://www.tribunadeindaia.com.br/noticias/policia/6326-cansado-da-esposa-motorista-pede-para-ser-preso.html

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

STJ afasta Juíza do TRT, bem como veta seu acesso ao Tribunal

Corte Especial referenda afastamento de juíza do TRT da 14ª Região
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) referendou decisão da ministra Laurita Vaz que afastou do exercício de suas funções uma juíza do Trabalho vinculada ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 14ª Região, com jurisdição nos estados de Rondônia e Acre, bem como proibiu seu acesso às dependências do tribunal e respectivas varas.

Em sua decisão, a ministra considerou a existência de indícios “veementes” de participação da magistrada em atos que viabilizaram o pagamento fraudulento de créditos trabalhistas de servidores aposentados no estado de Rondônia, cujos valores tendem a ser um dos maiores pagos pela União, na casa de bilhões de reais.

Crime de coação

O inquérito do caso foi originariamente instaurado pela Superintendência Regional da Polícia Federal em Rondônia, para investigar eventual crime de coação no curso do processo, em tese praticado contra juiz do trabalho, que contou ter recebido mensagens de texto com ameaças em seu celular. As ameaças eram dirigidas a ele e à sua família e seriam relacionadas à sua atividade jurisdicional em processo trabalhista.

No curso das investigações, foram noticiadas ainda outras ameaças, nos mesmos moldes, por mensagens de texto e ligações telefônicas, a outro juiz do trabalho e a servidores do TRT, direta ou indiretamente envolvidos com o processo da bilionária execução trabalhista.

Outros envolvidos

A Corte Especial do STJ, seguindo o voto da ministra Laurita Vaz, em sessão realizada em 20 de junho último, já havia afastado do cargo um membro do TRT da 14ª Região e um juiz do Trabalho, sobre os quais pesam suspeitas do crime de coação no curso do processo.

Foram apurados ainda elementos que implicavam a juíza do Trabalho na fraude, que teria sido planejada e executada pelo seu marido – advogado –, com a participação de seu diretor de secretaria e de outras pessoas.

A relatora tomou outras medidas coercitivas, como a determinação de prisão temporária, por cinco dias, de seis investigados de participação no esquema fraudulento, bem como a quebra de sigilo bancário e fiscal e ordens de busca e apreensão.

O número deste processo não é divulgado em razão de sigilo judicial.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Padre surdo tenta por três anos cancelar cartão de crédito


O padre Wilson Czaia, da Paróquia Pessoal Nossa Senhora da Ternura, em Curitiba, tentou durante três anos cancelar o cartão de crédito da loja C&A. Mas não conseguia suspender o serviço porque ele é surdo.
Na hora de solicitar o cartão, não houve problemas. Agora, no momento de cancelar, o padre não pode contar com a ajuda de outra pessoa, já que a empresa informava que apenas o titular do cartão poderia solicitar o cancelamento e por telefone.

Procurada pela reportagem do Paraná TV 2ª edição, a C&A afirmou que lamenta o ocorrido e que o cartão foi cancelado nesta quinta-feira (27).

O padre Wilson trabalha pelas pessoas com deficiência desde que foi ordenado padre, em 2006. Por ser surdo, ele reza as missas na linguagem dos sinais e já celebrou casamentos de deficientes auditivos em vários estados.

Após diversas tentativas infrutíferas, o padre decidiu procurar um advogado para ter seus direitos quanto consumidor respeitados. Foi preciso entrar na Justiça. 

O advogado Marco Aurélio Schetino explicou que na ação judicial foi pedido o cancelamento do cartão, a devolução do dinheiro do título de capitalização, que seria o produto vendido juntamente com o cartão, e o dano moral pelo tratamento que foi despendido ao padre. “Pela ausência de preparo da loja e do próprio banco no atendimento com as pessoas com deficiência, que deveriam ter atendimento prioritário e especial”, acrescentou o advogado.

A primeira decisão, de janeiro de 2011, determinou o cancelamento do cartão e o pagamento de R$ 20 mil de indenização por danos morais. A loja recorreu e passou a mandar boletos de cobrança de anuidade. Há quatro meses saiu uma nova decisão judicial negando o recurso. Ainda assim o cartão seguiu ativo, sendo cancelado apenas nesta quinta-feira.